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Como Escolher o Anzol Certo para Cada Tipo de Pesca: Guia Completo

Aprenda como escolher o anzol certo para cada tipo de pesca. Conheça tamanhos, Circle Hook, Chinu, Maruseigo, Offset e opções para diferentes peixes.

Império da Pesca17 min de leitura
Como Escolher o Anzol Certo para Cada Tipo de Pesca: Guia Completo
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O anzol é uma das menores peças do equipamento de pesca, mas também uma das mais importantes. Você pode ter uma excelente vara, um molinete de qualidade, uma linha resistente e uma isca perfeita. Porém, se o anzol estiver inadequado para o peixe, para a isca ou para a técnica utilizada, toda a montagem pode perder eficiência.

É comum o pescador iniciante pensar que escolher um anzol é simplesmente decidir entre pequeno, médio ou grande.

Na prática, existem várias características que precisam ser consideradas:

tamanho;

formato;

abertura;

espessura;

comprimento da haste;

resistência;

tipo de ponta;

presença ou ausência de farpa;

tipo de olho;

modelo do anzol.

Além disso, existe uma dificuldade adicional: a numeração dos anzóis nem sempre é padronizada entre fabricantes.

Um anzol nº 2 de determinada marca pode não possuir exatamente as mesmas dimensões de um nº 2 de outra.

Por isso, neste guia do Império da Pesca, você vai aprender como escolher o anzol certo para cada tipo de pesca, entendendo as principais características, modelos e aplicações.

Por que escolher o anzol correto é tão importante?

O anzol faz a ligação final entre o pescador e o peixe.

É ele que precisa:

acomodar a isca;

permitir uma apresentação adequada;

penetrar corretamente;

suportar a força do peixe;

trabalhar em conjunto com a linha e a vara.

Quando o anzol está mal dimensionado, diferentes problemas aparecem.

Um anzol grande demais pode prejudicar a apresentação de uma pequena isca.

Um anzol pequeno e fraco pode abrir durante a briga com um peixe forte.

Um anzol grosso demais pode exigir força maior para penetrar.

Um modelo inadequado pode ainda alterar completamente a maneira como determinada isca artificial trabalha.

Portanto, a escolha precisa ser feita pensando no conjunto.

Antes de comparar modelos, precisamos entender sua anatomia.

Embora existam inúmeras variações, normalmente encontramos:

olho

haste

curvatura

abertura

ponta

farpa

Cada parte influencia o funcionamento.

É a região onde a linha ou outro componente é conectado.

Existem diferentes construções.

Para a maioria dos pescadores, o mais importante é verificar:

acabamento;

resistência;

compatibilidade com o nó;

ausência de rebarbas.

Uma pequena imperfeição pode danificar a linha.

A haste é a região relativamente reta entre o olho e a curvatura.

Pode ser:

curta;

média;

longa.

O comprimento influencia a apresentação e o manuseio.

Pode facilitar a retirada da boca em determinadas pescarias e acomodar certos tipos de isca.

É bastante comum em algumas modalidades tradicionais.

Mas isso não significa que haste longa seja sempre melhor.

Cria uma montagem mais compacta.

Pode ser interessante para determinadas iscas e espécies.

Novamente, a escolha depende da situação.

A curvatura é a região que forma o "U" do anzol.

Existem formatos bastante diferentes.

Essa geometria influencia:

retenção;

espaço para a isca;

penetração;

comportamento durante a fisgada.

Também conhecida pelo termo inglês gap, é o espaço entre a ponta e a haste.

Esse detalhe merece muita atenção.

Se você colocar uma isca muito volumosa em um anzol com pouca abertura, ela pode ocupar praticamente todo o espaço necessário para a fisgada.

A ponta precisa estar afiada.

Parece óbvio.

Mas muitos pescadores utilizam anzóis que já bateram em:

pedras;

galhadas;

estruturas;

fundo.

E continuam pescando sem conferir.

Faça uma inspeção cuidadosa.

Se perceber que perdeu o fio ou sofreu deformação, substitua ou faça a manutenção apropriada quando o modelo permitir.

Um anzol barato pode custar o maior peixe da pescaria.

A farpa é uma pequena saliência próxima da ponta.

Ela ajuda a dificultar que o anzol saia depois da penetração.

Por outro lado, pode dificultar a remoção.

Para determinadas modalidades de pesca esportiva, anzóis sem farpa são bastante interessantes.

Entre as vantagens estão:

remoção mais rápida;

menor manipulação;

facilidade para liberar o peixe.

Também existem locais onde regras específicas podem exigir determinado tipo de anzol.

Consulte sempre a regulamentação aplicável.

Essa é uma das partes que mais confundem iniciantes.

Em uma sequência tradicional de tamanhos numerados, números menores podem representar anzóis maiores dentro de determinada escala.

Depois aparecem tamanhos indicados com /0, como:

1/0;

2/0;

3/0;

4/0;

5/0.

Nessa parte da escala, quanto maior o número antes de /0, normalmente maior será o anzol.

A numeração não representa dimensões absolutamente iguais entre todas as marcas e modelos.

Portanto, não pense:

"Eu sempre uso nº 2, então qualquer nº 2 serve."

Compare fisicamente.

Analise:

abertura;

comprimento;

espessura;

formato.

Esse é um dos princípios mais importantes deste guia.

Pense primeiro em:

peixe + isca + técnica.

Depois escolha o anzol.

Muitos iniciantes escolhem o anzol pensando apenas no peso do peixe.

Mas o tamanho e formato da boca também importam.

Um peixe relativamente grande pode ter características bucais diferentes de outro peixe com peso semelhante.

Além disso, a isca precisa caber adequadamente.

Imagine uma pequena minhoca em um anzol gigantesco.

A apresentação fica desproporcional.

Agora imagine um grande pedaço de isca cobrindo completamente um anzol minúsculo.

Também existe problema.

O anzol precisa acomodar a isca sem perder sua capacidade de fisgar.

Outro detalhe importante.

Existem anzóis:

finos;

médios;

reforçados.

Um anzol mais grosso geralmente oferece maior resistência estrutural, dependendo do material e construção.

Mas também exige maior força para penetrar.

Pode ser interessante para:

peixes menores;

iscas delicadas;

pescarias leves;

apresentações discretas.

Entretanto, precisa ser resistente o suficiente para o alvo.

Quando existe:

peixe forte;

equipamento pesado;

estrutura;

grande pressão durante a briga.

Mas não exagere.

Imagine utilizar:

linha extremamente resistente;

vara pesada;

freio travado;

anzol fino.

O ponto mais fraco provavelmente será o anzol.

Agora imagine o contrário:

anzol extremamente robusto;

linha muito fina.

O conjunto também está desequilibrado.

Uma vara muito rígida associada a linha praticamente sem elasticidade transmite muita força.

Se o anzol for fino demais, existe possibilidade de deformação.

Por isso falamos tanto em conjunto equilibrado.

Existem dezenas de formatos.

Não precisamos decorar todos.

Vamos conhecer alguns dos mais comuns e úteis para pescadores brasileiros.

O formato tradicional lembra a letra J.

É um dos modelos mais conhecidos.

Pode ser utilizado em inúmeras pescarias com iscas naturais.

A fisgada normalmente exige participação ativa do pescador.

Dependendo do modelo, pode funcionar em:

pesca de barranco;

pesca com boia;

pesca de fundo;

minhocas;

massas;

milho;

pedaços de isca.

É extremamente versátil.

O Circle Hook, ou anzol circular, possui a ponta direcionada para dentro.

Seu funcionamento é diferente do anzol J tradicional.

Em muitas situações, ele foi desenvolvido para trabalhar com tensão progressiva.

Quando o peixe leva a isca e começa a se deslocar, a linha ganha tensão.

O anzol pode deslizar até uma região da boca e então se posicionar.

Por isso, aplicar uma fisgada extremamente violenta pode prejudicar o funcionamento pretendido.

Dependendo da espécie e da técnica, pode:

facilitar fisgadas na região da boca;

reduzir determinadas fisgadas profundas;

ser interessante para pesca esportiva;

funcionar muito bem em pesca de espera.

Mas precisa ser utilizado corretamente.

Um erro comum é esconder completamente o Circle Hook dentro de uma enorme quantidade de isca.

A geometria precisa trabalhar.

A isca deve ficar firme sem bloquear a abertura e a ponta.

O anzol conhecido comercialmente como Chinu é extremamente popular no Brasil.

É encontrado em diferentes tamanhos e resistências.

Pode ser utilizado em várias pescarias com iscas naturais.

Dependendo do tamanho e modelo, pescadores utilizam em pescarias de:

tilápia;

pacu;

carpa;

piau;

outros peixes.

Mas não existe uma regra rígida.

Compare o modelo específico.

Outro nome muito conhecido nas lojas brasileiras.

O Maruseigo possui características que o tornaram popular em várias pescarias.

Pode ser encontrado em diferentes tamanhos.

Pode funcionar em pescarias com:

minhocas;

massas;

milho;

pequenos pedaços de isca.

É comum encontrá-lo em caixas de pescadores de água doce.

Não existe vencedor universal.

Compare:

formato;

abertura;

haste;

espessura;

isca utilizada;

espécie.

Tenha alguns tamanhos e descubra qual funciona melhor na sua pescaria.

Como o nome sugere, possui uma abertura relativamente ampla.

Essa característica permite acomodar iscas mais volumosas em determinadas aplicações.

Existem diferentes variações.

O anzol Offset é muito conhecido na pesca com soft baits.

Seu formato permite montar determinados artificiais de silicone de maneira que a ponta fique protegida ou praticamente alinhada ao corpo.

Isso ajuda a atravessar estruturas com menor risco de enrosco.

É bastante utilizado em montagens com soft bait em regiões de:

vegetação;

galhadas;

estruturas.

A traíra é uma das espécies em que esse tipo de montagem pode ser muito útil.

O anzol precisa acompanhar o tamanho e espessura do soft bait.

Se for pequeno demais, faltará abertura.

Se for grande demais, pode comprometer a apresentação.

Tecnicamente, estamos falando de uma montagem em que o anzol possui uma cabeça de peso associada.

É fundamental na pesca com soft bait.

Pode ser utilizado para:

shads;

camarões artificiais;

grubs;

outras artificiais macias.

A escolha depende de:

profundidade;

corrente;

vento;

velocidade;

técnica.

O peso precisa permitir controle.

A garateia possui múltiplas pontas, normalmente três.

É muito encontrada em iscas artificiais.

Esse talvez seja um dos componentes que mais merece atenção durante o manuseio.

Um peixe se debatendo com uma artificial na boca pode colocar outra ponta da garateia diretamente na mão do pescador.

Use alicate.

Não coloque qualquer tamanho.

Uma garateia muito pesada pode alterar:

flutuação;

equilíbrio;

ação;

trabalho

da artificial.

Procure manter características compatíveis com o projeto da isca.

A tilápia pode ser pescada de várias maneiras.

Em pescarias com:

massa;

milho;

ração;

minhoca,

anzóis pequenos e médios, proporcionais ao tamanho da isca e do peixe, são normalmente mais adequados do que modelos exageradamente grandes.

Priorize delicadeza.

Uma montagem pesada pode reduzir a naturalidade.

Utilize:

linha compatível;

boia sensível;

anzol pequeno;

isca proporcional.

Você pode aumentar resistência e tamanho conforme necessário.

Mas continue pensando na boca e na isca.

Não transforme a montagem em equipamento de peixe gigante.

O pacu possui força considerável.

Por isso, o anzol precisa oferecer boa resistência.

Pode ser pescado com:

frutas;

milho;

massas;

iscas utilizadas em pesqueiros.

O modelo e tamanho precisam acompanhar a apresentação.

Uma fruta volumosa exige abertura suficiente.

Se o anzol ficar completamente escondido, a eficiência pode cair.

Faça uma massa firme o suficiente para permanecer no anzol.

Mas não cubra tudo com uma bola gigantesca.

Tambaquis, principalmente exemplares grandes, exigem equipamento robusto.

O anzol precisa acompanhar:

porte;

força;

isca;

linha;

vara.

Modelos reforçados podem ser necessários.

Dependendo da modalidade, Circle Hooks podem ser empregados com iscas naturais.

Mas lembre-se:

o funcionamento exige técnica adequada.

Evite aquela fisgada explosiva típica de outros anzóis.

Carpas podem ser bastante desconfiadas.

A montagem precisa combinar com a isca.

Milho e massas são muito utilizados em determinadas pescarias.

O anzol deve ser proporcional.

O tamanho deve permitir acomodar a quantidade de milho utilizada sem bloquear totalmente a ponta.

Teste apresentações discretas.

Piaus frequentemente são pescados com:

milho;

minhoca;

massa.

Anzóis relativamente pequenos podem funcionar muito bem.

Sensibilidade é importante.

Aqui entramos na pesca ultraleve.

Anzóis pequenos são essenciais.

A isca também precisa ser mínima.

Pode utilizar:

pequeno pedaço de minhoca;

massa;

outras iscas delicadas.

Colocar uma minhoca enorme.

O peixe começa a beliscar as pontas sem alcançar corretamente o anzol.

Reduza a isca.

O jundiá é frequentemente pescado com iscas naturais no fundo.

Entre as opções podem estar:

minhoca;

minhocuçu quando permitido;

pedaços de peixe permitidos;

outras iscas naturais.

O anzol precisa acompanhar o tamanho da isca e dos peixes.

Pode ser uma opção interessante em pesca de espera.

Principalmente quando a montagem permite que o peixe leve a isca e a linha entre em tensão progressivamente.

Peixes de couro maiores exigem maior resistência.

Pintados grandes podem exercer bastante força.

A montagem precisa considerar:

linha;

líder;

vara;

carretilha ou molinete;

anzol.

Anzóis reforçados e Circle Hooks podem aparecer em determinadas técnicas com iscas naturais.

Pirarara é outro peixe extremamente forte.

Na busca por exemplares grandes, anzóis robustos e equipamentos compatíveis tornam-se fundamentais.

Não economize justamente no componente que estará conectado ao peixe.

Depende da técnica.

Com iscas naturais, modelos convencionais adequados podem ser utilizados.

Com soft bait, Offset é uma excelente alternativa.

Com artificiais rígidas, normalmente trabalhamos com garateias ou anzóis específicos do projeto.

O problema não é apenas o anzol.

O terminal precisa considerar a dentição da espécie.

Dependendo da montagem, proteção apropriada pode ser necessária.

Na pesca com artificiais, o tucunaré frequentemente é capturado com:

garateias;

anzóis simples em determinadas artificiais;

jig hooks;

outros sistemas.

A resistência precisa ser compatível com a força do peixe e com estruturas.

Verifique regularmente.

Ataques, pedras e estruturas podem:

entortar;

desgastar;

reduzir o fio.

Uma garateia sem ponta adequada compromete a captura.

Robalos podem ser pescados com artificiais e naturais.

Soft baits montados em jig heads são muito utilizados em diferentes situações.

Camarões artificiais também podem possuir sistemas específicos.

Em estruturas, resistência à abrasão do conjunto é extremamente importante.

Na pesca com soft bait, jig heads são excelentes opções.

Na pesca com iscas naturais permitidas, anzóis convencionais podem ser empregados.

A escolha depende do tamanho dos peixes e da apresentação.

Quando o uso de isca viva é permitido, a escolha deve permitir que ela permaneça com movimento natural.

Um anzol pesado demais pode prejudicar completamente a apresentação.

Isso varia conforme:

espécie utilizada;

montagem;

corrente;

técnica.

É fundamental evitar procedimentos desnecessariamente prejudiciais e seguir as normas sobre uso de organismos como isca.

Nunca transporte espécies vivas para outro ambiente sem autorização.

A minhoca permite diferentes modelos.

O anzol deve ser proporcional.

Para pequenos peixes, use pequena quantidade.

Para peixes maiores, aumente a apresentação conforme necessário.

A massa precisa permanecer firme.

Modelos com características que ajudam na retenção podem ser úteis, mas consistência da receita é igualmente importante.

Não transforme a massa em uma bola enorme.

Muito utilizado em pescarias de:

piau;

carpa;

pacu;

outras espécies.

A quantidade de grãos precisa acompanhar o anzol.

Frutas podem exigir maior abertura.

Principalmente quando utilizadas em pedaços maiores.

A isca precisa ficar firme sem impedir a fisgada.

Em pescarias onde essa isca é legalmente permitida, o anzol precisa acomodar o pedaço.

A pele pode ajudar na fixação.

Deixe a região funcional do anzol livre.

Alguns sinais:

isca cobre completamente a abertura;

ponta fica bloqueada;

muitas ações sem conexão;

anzol começa a deformar;

equipamento está claramente mais forte que o terminal.

Nesse caso, reveja a escolha.

Possíveis sinais:

apresentação desproporcional;

peixes roubam a isca sem conseguir abocanhar adequadamente;

isca pequena fica pouco natural;

peso do anzol interfere no comportamento da apresentação.

Reduza.

Antes de trocar o tamanho, investigue.

Pode ser:

isca grande demais;

peixe pequeno;

ponta sem fio;

tempo de fisgada;

linha frouxa;

freio inadequado;

técnica errada;

espécie diferente atacando.

Diagnóstico é melhor que trocar tudo aleatoriamente.

Separe por:

modelo;

tamanho;

aplicação.

Pequenos compartimentos ajudam muito.

Você pode criar categorias:

peixes pequenos

peixes médios

peixes grandes

soft bait

garateias

Circle Hooks

Isso acelera a montagem.

Um anzol molhado pode levar umidade para dentro da caixa.

Isso favorece corrosão.

Seque os equipamentos antes de guardar.

Ao perceber sinais importantes de corrosão, avalie a substituição.

Não confie a captura de um peixe grande a um componente comprometido.

Depois da pesca em ambiente salino, faça a limpeza apropriada conforme as recomendações do fabricante.

O sal acelera corrosão.

Isso vale para:

anzóis;

garateias;

snaps;

giradores;

alicates;

outros terminais.

Alguns modelos podem ter a ponta recuperada com ferramenta apropriada.

Outros são mais práticos de substituir.

O importante é não continuar pescando com uma ponta claramente danificada.

Depois de:

enroscar em pedra;

soltar de galhada;

capturar peixe;

bater artificial em estrutura,

verifique o anzol.

Leva poucos segundos.

Nunca deixe anzóis soltos no fundo da mochila.

Guarde em compartimentos.

Durante a montagem, saiba onde colocou cada um.

Em pesca noturna, tenha iluminação adequada.

Principalmente com peixe ainda se debatendo.

Utilize ferramentas apropriadas.

Controle o peixe.

Proteja as mãos.

Um anzol pode retornar durante um arremesso mal executado ou quando uma artificial se solta de uma estrutura.

Óculos ajudam a proteger os olhos.

Na pesca com artificiais, isso merece atenção especial.

Não.

Preço pode refletir:

material;

tratamento;

acabamento;

tecnologia;

marca.

Mas o melhor anzol é aquele adequado à aplicação.

Um anzol excelente para peixe gigante pode ser péssimo para lambari.

Pode haver produtos econômicos perfeitamente adequados.

Mas observe:

resistência;

uniformidade;

fio;

acabamento;

olho;

corrosão.

Em anzóis destinados a peixes grandes, confiabilidade merece prioridade.

Mais de um.

Você pode:

perder em estruturas;

quebrar;

entortar;

danificar a ponta.

Mas não precisa carregar centenas de tamanhos.

Monte uma seleção adequada aos peixes que pretende capturar.

Em vez de comprar uma enorme variedade, comece com:

alguns anzóis pequenos;

alguns médios;

alguns reforçados se houver peixes maiores;

Circle Hooks se sua modalidade justificar;

Offsets se utilizar soft bait;

garateias de reposição se trabalhar com artificiais.

Depois expanda conforme necessidade.

Antes de abrir a caixa, responda:

1. Qual peixe quero capturar?

Considere porte e boca.

2. Qual isca vou utilizar?

Minhoca, massa, milho, fruta, soft bait?

3. Qual tamanho da isca?

O anzol precisa acomodá-la.

4. Qual força do equipamento?

Evite um terminal incompatível.

5. Qual técnica?

Boia, fundo, artificial, pesca de espera?

Com essas respostas, a escolha fica muito mais fácil.

Em vez de perguntar apenas:

"Qual número de anzol pega esse peixe?"

Pergunte:

"Qual tamanho e formato acomodam esta isca e possuem resistência suficiente para este peixe?"

Essa é uma pergunta muito melhor.

Porque números mudam.

Modelos mudam.

Fabricantes mudam.

Mas o princípio continua funcionando.

Escolher apenas pelo tamanho do peixe

A isca também importa.

Achar que maior é sempre melhor

Não é.

Ignorar a abertura

Uma isca volumosa pode bloquear a ponta.

Não verificar o fio

Um anzol sem ponta reduz eficiência.

Utilizar anzol fino com equipamento muito pesado

Pode deformar.

Utilizar anzol extremamente grosso em pescaria delicada

Pode prejudicar apresentação e penetração.

Esconder completamente Circle Hook

Pode impedir seu funcionamento adequado.

Dar fisgada explosiva com Circle Hook

Pode atrapalhar a mecânica pretendida.

Utilizar garateia pesada demais na artificial

Pode alterar o trabalho.

Guardar anzol molhado

Aumenta o risco de corrosão.

Qual é o melhor anzol para pesca?

Não existe um único melhor anzol. A escolha depende da espécie, isca, tamanho do peixe, técnica e equipamento.

Como saber o tamanho correto?

Observe a dimensão real do anzol, a abertura e a isca. Não dependa apenas da numeração.

Quanto maior o número, maior o anzol?

Depende da escala. Em tamanhos /0, normalmente o tamanho aumenta conforme o número cresce. Em outras séries numeradas, a lógica pode ser inversa. Além disso, fabricantes apresentam diferenças.

Qual anzol usar para tilápia?

Anzóis pequenos ou médios e proporcionais à isca costumam ser adequados, dependendo do tamanho das tilápias.

Qual anzol usar para pacu?

Modelos resistentes e compatíveis com a isca e o porte do peixe.

Qual anzol usar para tambaqui?

Para exemplares grandes, utilize anzóis robustos compatíveis com todo o conjunto.

Qual anzol usar para lambari?

Anzóis pequenos com pequenas porções de isca.

Qual anzol usar para jundiá?

Modelos adequados para iscas naturais e pesca de fundo. Circle Hooks também podem ser utilizados em determinadas montagens.

O que é Circle Hook?

É um anzol de geometria circular com ponta voltada para dentro, projetado para trabalhar de maneira diferente do J tradicional.

Circle Hook precisa fisgar com força?

Em geral, sua mecânica favorece tensão progressiva em vez de uma fisgada explosiva.

O que é anzol Offset?

É um formato muito utilizado para montar soft baits, inclusive em apresentações antienrosco.

Posso trocar a garateia de uma artificial?

Sim, mas peso e tamanho da nova garateia precisam ser compatíveis para não alterar excessivamente o comportamento da artificial.

Como saber se o anzol perdeu a ponta?

Inspecione antes e durante a pescaria, principalmente depois de contato com pedras e estruturas.

Anzol enferrujado ainda serve?

Corrosão pode comprometer resistência e ponta. Se houver deterioração relevante, substitua.

Escolher o anzol certo para pesca fica muito mais fácil quando paramos de procurar uma tabela mágica de números.

Não existe um único número perfeito para tilápia.

Não existe um único anzol perfeito para pacu.

Nem existe um modelo capaz de atender qualquer peixe.

Comece pela espécie.

Depois observe a isca.

Analise o tamanho da boca.

Considere a técnica.

Veja a resistência da linha.

Considere a potência da vara.

E somente então escolha o anzol.

Se estiver utilizando minhoca para pequenos peixes, uma apresentação delicada faz sentido.

Se estiver enfrentando um grande peixe de couro no fundo, a necessidade é completamente diferente.

Se estiver utilizando soft bait em vegetação, um Offset pode resolver um problema que um anzol tradicional não resolveria.

Se estiver utilizando uma artificial rígida, peso e equilíbrio das garateias tornam-se importantes.

O segredo está em compreender a função de cada componente.

Com experiência, você não vai mais chegar à caixa pensando:

"Qual anzol eu uso?"

Você vai olhar para o peixe, para a isca e para o local e saber exatamente que tipo de anzol procurar.

Esse conhecimento vale muito mais do que decorar uma numeração.

Boa pescaria e linhas esticadas!

Comentários (1)

  • FFernando S.• há 2 dias

    Excelente guia! Usei a dica da pausa na zara no fim de semana e fisguei dois belos exemplares.

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