15 Peixes de Água Doce Mais Perigosos do Brasil: Você Teria Coragem de Pescar Todos?
Conheça 15 peixes de água doce do Brasil que exigem cuidado, dos predadores com dentes aos gigantes pirarucu e piraíba. Você pescaria todos?

O Brasil é um verdadeiro paraíso para quem gosta de pesca. Rios gigantescos, lagos, represas, áreas alagadas e milhares de quilômetros de ambientes aquáticos abrigam uma diversidade impressionante de peixes.
Alguns são pequenos e relativamente tranquilos de manusear. Outros exigem muito mais respeito.
Imagine estar pescando tranquilamente quando uma explosão acontece na superfície. A vara enverga, o drag começa a cantar e, depois de vários minutos de briga, aparece um peixe enorme ao lado do barco.
A captura parece ter acabado.
Mas é justamente nesse momento que pode começar a parte mais delicada.
Dentes extremamente afiados, ferrões, espinhos, força física e tamanho são características encontradas em algumas espécies brasileiras. Em determinados casos, um simples erro durante o manuseio pode provocar cortes ou perfurações.
Isso não significa que esses animais sejam "monstros" que ficam procurando pessoas para atacar.
Na maioria das situações, o risco aparece quando o pescador tenta capturar, retirar o anzol, embarcar ou manipular o peixe de maneira inadequada.
Por isso, neste especial do Império da Pesca, vamos conhecer 15 peixes de água doce do Brasil que exigem atenção especial do pescador.
E o número 1 é um gigante que pode ultrapassar facilmente o peso de um pescador adulto.
Antes do ranking: o que significa "peixe perigoso"?
É importante esclarecer isso antes de continuar.
Neste artigo, "perigoso" não significa necessariamente que determinada espécie costuma atacar seres humanos.
O ranking considera principalmente características capazes de aumentar o risco durante a pescaria e o manuseio, como:
- dentes e placas dentárias;
- ferrões e espinhos;
- tamanho corporal;
- força durante a briga;
- dificuldade de contenção;
- possibilidade de acidentes ao retirar anzóis;
- comportamento defensivo quando capturado.
Também estamos misturando espécies muito diferentes entre si.
Um peixe pequeno com ferrão pode provocar um acidente importante mesmo sendo incapaz de oferecer a força de um gigante de 100 kg.
Portanto, não encare a posição exata como uma classificação científica de periculosidade. Este é um ranking editorial voltado ao pescador, considerando principalmente o cuidado necessário durante a captura e o manuseio.
Agora podemos começar.
A traíra é provavelmente uma das primeiras espécies que vêm à cabeça quando alguém fala em peixe brasileiro com dentes.
E existe um bom motivo.
Sua boca possui dentes afiados e ela é uma predadora extremamente eficiente.
A traíra costuma viver em açudes, lagoas, brejos, rios e represas, frequentemente associada a locais com vegetação.
É também uma das espécies mais divertidas para quem gosta de pescar com iscas artificiais.
Frog, soft bait, spinnerbait e diferentes artificiais podem produzir ataques espetaculares.
O problema começa quando o peixe chega perto.
Por que a traíra exige cuidado?
Porque colocar os dedos próximos da boca é uma péssima ideia.
Mesmo exemplares relativamente pequenos conseguem provocar cortes.
Além disso, uma traíra capturada pode realizar movimentos repentinos durante o manuseio.
Se houver uma artificial com garateias presa à boca, surge um risco adicional: peixe de um lado e anzóis expostos do outro.
Como manusear uma traíra?
Utilize ferramentas adequadas.
Um alicate de contenção apropriado e um alicate de bico para remover o anzol ajudam bastante.
Nunca coloque os dedos dentro da boca.
E mantenha atenção especial às garateias.
A traíra talvez não seja o maior peixe deste ranking, mas seus dentes garantem sua presença.
Quando você observa determinadas espécies popularmente chamadas de cachorra, percebe rapidamente o motivo da fama.
Os dentes são impressionantes.
Algumas apresentam grandes dentes caninos que ficam extremamente evidentes quando a boca está aberta.
Para pescadores de artificiais, são peixes fascinantes.
Ataques violentos e uma aparência quase pré-histórica transformam a captura em uma experiência memorável.
Onde está o risco?
Principalmente na região da boca.
Depois de uma boa briga, é natural que o pescador queira segurar o peixe rapidamente para fotografar.
Mas pressa e dentes grandes são uma combinação ruim.
Utilize equipamento de contenção adequado e mantenha as mãos afastadas da boca.
Além do peixe, observe os anzóis.
Muitas vezes, o acidente não acontece pelo dente do animal, mas pela garateia da artificial quando o peixe se debate.
Poucos peixes brasileiros possuem uma reputação tão grande quanto a piranha.
Cinema, televisão e histórias populares transformaram o animal praticamente em uma lenda.
A realidade é mais interessante do que o exagero.
Existem diferentes espécies popularmente chamadas de piranha, e comportamento, tamanho e alimentação variam.
O ponto relevante para o pescador é outro:
a mordida merece respeito.
Os dentes da piranha são perigosos?
A dentição é extremamente eficiente para cortar.
Por isso, um exemplar aparentemente pequeno não deve ser manuseado como um lambari.
Evite colocar os dedos próximos da boca.
Se precisar retirar o anzol, utilize alicate.
Também é importante controlar o peixe antes de começar a manipulação.
Uma piranha se debatendo com anzol preso pode transformar uma situação simples em acidente.
Piranhas atacam qualquer pessoa que entra na água?
Não devemos reproduzir a versão cinematográfica como regra.
O comportamento depende da espécie e das condições ambientais.
O fato de possuir dentes eficientes não significa que cada piranha esteja esperando uma pessoa entrar na água.
Para o pescador, a recomendação prática continua simples:
respeite a boca do peixe.
Talvez essa escolha surpreenda algumas pessoas.
A piraputanga é um peixe esportivo muito admirado, especialmente por sua velocidade e capacidade de proporcionar boas brigas.
Mas possui dentição que merece atenção durante o manuseio.
É um peixe ágil.
E justamente essa combinação de agilidade, dentes e anzóis pode provocar acidentes.
Por que ela está no ranking?
Não porque seja uma ameaça aos banhistas.
Ela aparece aqui porque nosso ranking considera o risco para quem efetivamente está pescando e manipulando o animal.
Uma piraputanga capturada pode realizar movimentos rápidos enquanto o pescador tenta retirar o anzol.
Mantenha os dedos longe da região da boca e utilize alicate quando necessário.
O dourado é um dos maiores símbolos da pesca esportiva brasileira.
Bonito, agressivo, rápido e extremamente forte, é o tipo de peixe que faz muita gente viajar centenas de quilômetros apenas pela possibilidade de capturá-lo.
Sua boca, entretanto, merece respeito.
O dourado é um predador.
E sua dentição reflete isso.
O perigo começa durante a briga
Um dourado forte pode:
correr;
mudar rapidamente de direção;
saltar;
utilizar correnteza a seu favor.
Isso exige equipamento adequado e drag corretamente regulado.
Quando chega perto do barco, a atenção precisa aumentar.
Muitos pescadores relaxam justamente quando conseguem trazer o peixe para perto.
É um erro.
Cuidado com artificiais
Se o dourado estiver utilizando uma artificial com garateias, não tente agarrar o conjunto de qualquer maneira.
Um movimento repentino pode prender a garateia na mão.
Utilize alicates apropriados e controle o peixe antes de retirar o anzol.
A aparência da bicuda já oferece uma pista.
Corpo alongado, perfil predador e uma boca equipada para capturar presas.
É um peixe rápido e bastante interessante na pesca esportiva.
Por que exige cuidado?
Por causa dos dentes e da velocidade.
Peixes alongados e predadores podem realizar movimentos rápidos quando estão fora da água ou próximos da embarcação.
A regra é semelhante à utilizada com outros predadores:
não coloque os dedos na boca;
controle o peixe;
utilize alicate;
tenha cuidado com garateias.
Agora mudamos completamente o tipo de risco.
O mandi não precisa ter uma enorme boca cheia de dentes para provocar um acidente doloroso.
O problema são os espinhos associados às nadadeiras, popularmente chamados por muitos pescadores de ferrões.
Quem já sofreu uma ferroada de peixe sabe que tamanho não significa ausência de perigo.
O acidente clássico
O pescador captura um mandi pequeno.
Olha para o tamanho e pensa:
“É tranquilo.”
Tenta segurá-lo rapidamente.
O peixe se debate.
E o espinho atinge a mão.
Por isso, exemplares pequenos também precisam ser manipulados corretamente.
Nunca subestime peixes com espinhos
Aprenda a identificar a espécie antes de segurar.
Essa regra é especialmente importante para iniciantes.
Se você não conhece o peixe, não saia colocando a mão.
Observe primeiro.
O jundiá é outro peixe de couro bastante conhecido dos pescadores brasileiros.
Pode ser encontrado em diferentes ambientes e é muito procurado na pesca de fundo.
Minhoca, minhocuçu e outras iscas naturais podem produzir excelentes resultados.
Durante o manuseio, porém, atenção aos espinhos das nadadeiras.
Por que o jundiá merece cuidado?
Porque a captura normalmente termina com o pescador muito próximo do animal.
Ao contrário de uma artificial que pode ser retirada utilizando um alicate e contenção, pescarias de fundo frequentemente levam o pescador a pegar o peixe diretamente para retirar o anzol.
É nesse momento que acidentes podem acontecer.
Conheça a anatomia do peixe antes de segurá-lo.
O barbado é um peixe de couro que pode alcançar tamanho respeitável e proporcionar boas brigas.
Aqui começamos a combinar duas características:
porte + estruturas corporais que exigem atenção.
Quanto maior o peixe, mais difícil pode ser controlá-lo durante o desembarque.
Um animal pesado se debatendo não precisa nem possuir dentes enormes para causar problemas.
O perigo do excesso de confiança
Quando o peixe está cansado ao lado do barco, parece completamente controlado.
Então o pescador aproxima as mãos.
O peixe reúne energia para uma última arrancada.
Esse é um momento clássico de acidentes.
Por isso, o desembarque deve ser planejado antes da captura chegar ao barco.
O pintado está entre os peixes de couro mais desejados por muitos pescadores brasileiros.
É forte, bonito e pode alcançar dimensões impressionantes.
Em grandes rios, capturar um bom exemplar é uma experiência inesquecível.
Mas quanto maior o peixe, maior precisa ser a preocupação com o manuseio.
O tamanho muda tudo
Imagine controlar um peixe de poucos quilos.
Agora imagine controlar um peixe várias vezes maior, molhado, forte e se debatendo.
A dificuldade aumenta rapidamente.
Não tente levantar um grande peixe de qualquer maneira.
Além do risco para você, o manuseio incorreto pode machucar seriamente o animal.
Planeje o desembarque
Antes da pescaria, pense:
Como vou retirar o peixe da água?
Tenho alicate?
Tenho ferramenta para remover o anzol?
Se pretendo soltá-lo, como farei isso rapidamente?
Planejamento faz parte da pesca responsável.
Agora entramos no território dos verdadeiros gigantes.
O jaú é um dos grandes peixes de couro encontrados em rios brasileiros.
Seu tamanho e força já são suficientes para exigir enorme respeito.
Capturar um exemplar grande não é simplesmente “pegar um peixe maior”.
A pescaria inteira muda.
Equipamento precisa acompanhar
Vara;
linha;
carretilha ou molinete;
anzol;
líder;
drag;
tudo precisa ser dimensionado.
Um equipamento inadequado aumenta a chance de:
quebra;
linha rompida;
briga excessivamente longa;
perda do peixe.
E depois da captura?
Esse é um ponto muitas vezes ignorado.
Você conseguiu trazer um gigante para perto.
E agora?
Um peixe pesado pode machucar tanto o pescador quanto a si próprio durante um desembarque desorganizado.
Se a intenção for fotografar e soltar, reduza ao máximo o tempo fora da água e ofereça suporte adequado ao corpo.
É difícil confundir uma pirarara adulta com qualquer outro peixe.
A coloração característica e o tamanho transformaram a espécie em um verdadeiro ícone da pesca de grandes peixes.
Em pesqueiros brasileiros, também ganhou enorme popularidade.
Mas uma pirarara grande exige cuidado.
Força impressionante
Ela pode utilizar seu peso de maneira eficiente durante a briga.
O pescador precisa confiar no equipamento e, principalmente, no drag.
Tentar compensar tudo travando completamente o freio é uma receita para:
romper linha;
abrir anzol;
quebrar vara;
perder o peixe.
Manuseamento
O peso é o principal fator de risco.
Nunca levante um exemplar enorme de maneira inadequada apenas para conseguir uma fotografia.
Uma boa foto não vale uma lesão no pescador nem um peixe machucado.
Quando possível, mantenha o animal próximo da água.
Aqui entramos em um caso completamente diferente.
As arraias de água doce merecem atenção especial por causa do ferrão presente na cauda.
E o risco não está limitado ao pescador que captura uma.
Pessoas caminhando em águas rasas também podem entrar em contato acidentalmente com arraias.
Por que a ferroada preocupa?
O ferrão pode provocar um ferimento extremamente doloroso e potencialmente sério.
Por isso, uma arraia nunca deve ser tratada como um peixe comum durante o desembarque.
O que fazer se capturar uma?
Se você não possui experiência com o animal, não improvise técnicas perigosas.
Mantenha distância da cauda e priorize sua segurança.
Não tente segurar uma arraia apenas para tirar uma fotografia.
E se ocorrer uma ferroada?
Procure atendimento médico.
Ferimentos desse tipo podem exigir avaliação adequada.
Não confie apenas em receitas caseiras ou histórias de pescador.
Esse é um daqueles casos em que conhecimento realmente evita acidentes.
Se você acha um peixe de 10 kg grande, precisa mudar completamente sua escala para entender uma piraíba adulta.
Estamos falando de um dos gigantes dos rios sul-americanos.
É um peixe de couro capaz de atingir dimensões extraordinárias.
A captura de um grande exemplar exige equipamento pesado e experiência.
Por que a piraíba está tão alta no ranking?
Principalmente por causa do porte e da força.
Um peixe enorme possui energia suficiente para transformar um desembarque mal planejado em uma situação complicada.
Linhas fortes também merecem atenção.
Nunca enrole uma linha resistente nas mãos durante uma briga ou tentativa de liberar um enrosco.
Sob tensão, linhas podem causar cortes graves.
Pescar gigante não é apenas usar equipamento gigante
É necessário saber:
regular drag;
controlar a vara;
utilizar a embarcação;
trabalhar com correnteza;
desembarcar;
manusear;
soltar.
Experiência faz diferença.
E finalmente chegamos ao número 1.
Poucos peixes representam tão bem a grandiosidade das águas brasileiras quanto o pirarucu.
É um dos maiores peixes de água doce do planeta e pode atingir dimensões extraordinárias.
Um grande exemplar é praticamente uma massa de músculos.
E quando decide utilizar essa força durante uma briga, o pescador percebe rapidamente que está diante de algo diferente.
Por que colocamos o pirarucu em primeiro?
Pelo conjunto:
tamanho;
peso;
força;
explosões;
dificuldade de manuseamento;
complexidade do desembarque de grandes exemplares.
Isso não significa que o pirarucu seja um predador de pessoas.
Essa distinção é fundamental.
O risco que estamos discutindo aparece principalmente na interação durante a pesca.
A força de um gigante
Grandes pirarucus conseguem produzir arrancadas impressionantes.
Quando próximos da superfície, movimentos violentos podem surpreender.
O pescador precisa manter equilíbrio e atenção.
Em embarcações pequenas, qualquer movimentação brusca envolvendo um peixe muito grande merece cuidado adicional.
O desembarque
Aqui está um dos pontos críticos.
Um grande pirarucu não deve ser simplesmente arrastado para dentro de uma embarcação sem planejamento.
O peso e a força podem tornar isso perigoso.
Se a pescaria é de captura e soltura, a prioridade deve ser:
segurança;
rapidez;
suporte adequado;
mínimo estresse possível.
Depende de como definimos perigo.
Se considerarmos ferimentos por ferrão, as arraias merecem enorme respeito.
Se considerarmos dentes, piranhas, traíras, cachorras e outros predadores exigem cuidado.
Se considerarmos força e tamanho, piraíba, jaú, pirarara e pirarucu entram em outra categoria.
É justamente por isso que o ranking deve ser interpretado como uma forma divertida de apresentar riscos diferentes — e não como uma escala científica.
Isso parece contraditório, mas é uma lição importante.
O pescador normalmente respeita um peixe de 50 kg.
Ninguém olha para um gigante desses e pensa:
“Vou pegar de qualquer jeito.”
Mas um pequeno mandi?
Um pequeno bagre?
Uma traíra pequena?
É justamente com animais menores que o excesso de confiança aparece.
O tamanho reduzido faz o pescador relaxar.
E então acontece o acidente.
Independentemente da espécie, algumas práticas reduzem bastante os riscos durante uma pescaria.
1. Identifique o peixe antes de tocá-lo. Se não conhece a espécie, observe dentes, espinhos e formato corporal antes de pegar.
2. Tenha alicate. Um bom alicate de bico deveria fazer parte da caixa de qualquer pescador.
3. Cuidado com garateias. Um peixe se debatendo pode transformar uma artificial em um conjunto de anzóis voando perto das suas mãos.
4. Não coloque a mão na boca de predadores. Parece óbvio, mas muitos acidentes acontecem exatamente assim.
5. Não enrole linha na mão. Principalmente multifilamento sob tensão.
6. Utilize equipamento compatível. Conjuntos subdimensionados prolongam brigas e podem aumentar problemas.
7. Planeje o desembarque. Não espere um peixe enorme chegar ao barco para decidir o que fazer.
8. Tenha atenção com peixes de ferrão. Aprenda a reconhecer espécies antes da pescaria.
9. Não arrisque sua segurança por uma fotografia. Uma foto bonita não compensa um acidente.
10. Respeite o peixe. Manuseamento cuidadoso protege você e o animal.
Existe um detalhe interessante neste ranking.
Às vezes, o maior risco não é o peixe.
É a sua própria isca.
Imagine uma traíra capturada com uma artificial equipada com duas garateias.
Uma está presa no peixe.
A outra está livre.
Você aproxima a mão.
O peixe balança a cabeça.
A garateia livre pode atingir seus dedos.
Isso pode acontecer com:
tucunaré;
dourado;
traíra;
cachorra;
bicuda;
e praticamente qualquer peixe capturado com artificiais.
Por isso, nunca trate uma captura com múltiplas garateias como se estivesse segurando apenas um peixe.
Muita gente considera alicate apenas um acessório.
Na prática, pode ser um dos equipamentos mais importantes da caixa.
Considere carregar pelo menos ferramentas adequadas para:
retirar anzóis;
cortar linha;
trabalhar com terminais.
Mantenha-as acessíveis.
Não adianta possuir um alicate excelente enterrado no fundo da mochila enquanto um peixe se debate ao lado do barco.
A linha multifilamento possui enorme resistência em relação ao diâmetro.
Isso é excelente para pescar.
Mas exige cuidado.
Uma multifilamento fina sob tensão pode cortar a pele.
Se a isca enroscar:
não enrole a linha na mão;
não puxe diretamente com os dedos;
não use a vara como alavanca até o limite.
Utilize uma técnica segura para liberar o conjunto.
Quanto maior o animal, mais precisamos pensar em ergonomia.
Levantar incorretamente um peixe muito pesado pode machucar:
suas costas;
seus braços;
o próprio peixe.
Não tente provar força para a câmera.
A pesca esportiva moderna precisa combinar emoção com responsabilidade.
Se você pretende liberar o peixe, prepare-se antes da captura.
Tenha ferramentas disponíveis.
Reduza o tempo de manuseamento.
Evite deixar o animal sobre superfícies extremamente quentes ou abrasivas.
Não aperte regiões sensíveis.
Em peixes muito grandes, dê suporte adequado ao corpo quando o manuseio fora da água for realmente necessário.
Quanto menos improvisação, melhor.
Outro ponto fundamental é a legislação.
Regras podem variar conforme:
espécie;
estado;
bacia hidrográfica;
época;
local;
modalidade.
Podem existir:
períodos de defeso;
tamanhos mínimos;
cotas;
áreas protegidas;
restrições específicas.
Antes da pescaria, consulte as normas vigentes para a região.
Um bom pescador não precisa apenas saber capturar.
Precisa saber quando e como pode pescar legalmente.
Peixes com aparência assustadora frequentemente sofrem preconceito.
Arraias, piranhas, grandes bagres e outros animais cumprem funções importantes nos ecossistemas.
O fato de uma espécie possuir:
dentes;
ferrão;
espinhos
não significa que deva ser eliminada.
O melhor caminho é conhecimento.
Quanto melhor entendemos o animal, menor é a necessidade de reagir com medo.
Uma das maiores riquezas da pesca brasileira é justamente a variedade.
Podemos encontrar pescarias completamente diferentes dentro do mesmo país.
Em uma região, o pescador procura:
tucunaré.
Em outra:
dourado.
Em outra:
traíra.
Em outra:
grandes peixes de couro.
Na Amazônia:
gigantes como pirarucu e grandes bagres transformam a pescaria em uma experiência completamente diferente.
Essa diversidade é parte do que torna a pesca no Brasil tão fascinante.
Acidentes podem acontecer mesmo com pescadores experientes.
Cortes superficiais e situações simples são diferentes de acidentes envolvendo:
ferrões;
feridas profundas;
sangramento importante;
anzóis profundamente presos;
olhos;
face;
sinais de infecção;
dor intensa;
perda de sensibilidade;
dificuldade de movimento.
Nessas situações, procure atendimento profissional.
Não transforme uma lesão séria em experimento de beira de rio.
Também é inteligente carregar um pequeno kit de primeiros socorros durante pescarias, principalmente em locais remotos.
Agora chegamos à parte divertida.
Imagine que você pudesse escolher uma única pescaria amanhã.
Na sua frente estão:
traíra;
cachorra;
piranha;
piraputanga;
dourado;
bicuda;
mandi;
jundiá;
barbado;
pintado;
jaú;
pirarara;
arraia;
piraíba;
pirarucu.
Qual seria sua escolha?
Talvez você escolha o dourado pelos saltos.
Talvez um tucunaré — que nem entrou neste ranking — continue sendo seu peixe favorito.
Talvez queira sentir a força de uma pirarara.
Ou talvez seu sonho seja enfrentar um enorme pirarucu.
Essa é justamente a beleza da pesca.
Para cada pescador existe um desafio diferente.
Qual é o peixe de água doce mais perigoso do Brasil?
Não existe uma classificação única e científica que determine um vencedor. O risco depende do tipo de contato. Arraias merecem atenção por causa do ferrão; determinados predadores possuem dentes capazes de provocar cortes; gigantes como pirarucu e piraíba exigem cuidado principalmente pelo tamanho e força durante a pesca.
Piranha é realmente perigosa?
Piranhas possuem dentes eficientes e devem ser manuseadas com cuidado. Entretanto, a imagem de ataques indiscriminados popularizada pelo cinema não representa adequadamente todas as espécies e situações.
Traíra pode cortar o dedo?
Seus dentes são afiados e podem provocar ferimentos. Nunca coloque os dedos na boca de uma traíra.
Arraia de água doce tem ferrão?
Sim. O ferrão na região da cauda é justamente um dos principais motivos pelos quais o animal exige tanta atenção.
Pirarucu ataca pessoas?
Não é correto tratar o pirarucu como um peixe que normalmente caça seres humanos. Neste artigo, seu destaque está relacionado principalmente ao tamanho e à força que grandes exemplares apresentam durante uma pescaria.
Qual peixe tem dentes mais assustadores?
Piranhas, traíras, cachorras, dourados e outros predadores possuem dentições que impressionam, mas elas são adaptadas às respectivas estratégias alimentares.
Bagre pequeno pode machucar?
Sim. Determinados peixes de couro possuem espinhos capazes de provocar ferimentos mesmo quando o animal é pequeno.
É seguro segurar peixe pela boca?
Depende completamente da espécie. Não utilize essa técnica em um peixe que você não conhece.
Posso pegar uma arraia com a mão?
Não é recomendável improvisar o manuseio de uma arraia. A cauda e o ferrão exigem distância e conhecimento.
O que é mais perigoso: o peixe ou o anzol?
Em muitas pescarias com artificiais, as garateias representam um risco significativo. O peixe se debatendo pode prender um anzol livre na mão do pescador.
Depois de conhecer esses 15 peixes de água doce que exigem cuidado do pescador, fica evidente que "perigo" pode significar coisas completamente diferentes.
Uma traíra merece respeito pelos dentes.
Um mandi pode surpreender pelos espinhos.
Uma arraia exige cuidado por causa do ferrão.
Uma piraíba impressiona pelo tamanho.
E um enorme pirarucu combina peso e força suficientes para transformar uma captura em uma experiência inesquecível.
Mas existe uma característica comum a todos eles:
o conhecimento reduz o risco.
O pescador que conhece a espécie sabe como se preparar.
Escolhe equipamento adequado.
Leva alicate.
Planeja o desembarque.
Mantém os dedos longe de dentes.
Respeita ferrões.
Controla as garateias.
E não coloca a própria segurança em risco apenas para conseguir uma fotografia.
Quanto mais aprendemos sobre os peixes brasileiros, mais impressionante fica nossa pesca.
Esses animais não precisam ser tratados como monstros.
Precisam ser tratados com respeito.
E agora queremos saber:
qual desses 15 peixes você teria coragem de enfrentar em uma pescaria?
Compartilhe este artigo com aquele amigo que sempre diz que pesca qualquer peixe que aparecer na linha.
Vamos descobrir se ele mantém a promessa quando chegar no número 1.
Boa pescaria e linhas esticadas!
Comentários (1)
- FFernando S.• há 2 dias
Excelente guia! Usei a dica da pausa na zara no fim de semana e fisguei dois belos exemplares.


